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#ArteviewNaPoltrona Review de Five Nights at Freddy’s 2 (2025)

Five Nights at Freddy’s 2 chega aos cinemas carregando uma expectativa gigantesca — culpa do sucesso comercial do primeiro filme e do apelo quase mítico que a franquia tem entre os fãs dos games. Mas, assim como acontece com muitos retornos a universos cultuados, a nova sequência revela um cinema dividido entre ambição e excesso.

A produção entrega um espetáculo técnico mais refinado. Os animatrônicos são mais complexos, a direção de arte é mais sombria e a atmosfera visual da Freddy Fazbear’s Pizza parece finalmente ter encontrado o equilíbrio entre horror industrial, nostalgia e decadência pop. Para quem cresceu com os jogos ou para quem busca apenas tensão e sustos, há momentos muito bem construídos — aqueles jumpscares típicos que continuam eficientes.

Mas o problema é o roteiro. A narrativa tenta expandir tanto o lore, trazer tantas referências e reconstruir tantos elementos do jogo que o filme rapidamente se torna pesado, confuso e explicativo demais.

A estreia com cerca de 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, uma das mais baixas do ano para um terror de grande estúdio.

O horror, que deveria ser o fio condutor, se perde em meio às subtramas, aos diálogos pouco naturais e ao ritmo irregular. É como se, na ânsia de agradar à base de fãs, o filme tivesse esquecido que o medo vive também do silêncio, do vazio e do não-dito.

Ainda assim, FNAF 2 não é um desastre absoluto. Há capricho nos efeitos práticos e na estética dos animatrônicos em tela grande. Para os fãs da franquia, esse mergulho visual pode ser o suficiente.

No fim, Five Nights at Freddy’s 2 funciona como um capítulo curioso de uma saga que tenta existir entre cinema e videogame. Visualmente competente, narrativamente caótico, emocionalmente raso — mas, ainda assim, irresistível para parte do público que só quer voltar à pizzaria mais assustadora da cultura pop.

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