#ArteviewNaPoltrona Review de Truque De Mestre – O 3º Ato
Depois de oito anos, a franquia Truque de Mestre retorna com Now You See Me: Now You Don’t, um capítulo que busca equilibrar nostalgia e renovação.
O diretor Ruben Fleischer aposta em uma estética mais ágil e luminosa, aproximando o filme do ritmo de heist movies contemporâneos. O retorno de Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e Isla Fisher e ainda a surpresa da participação de Morgan Freeman mantém o carisma original do grupo, mesmo que o roteiro nem sempre dê material suficiente para aprofundá-los. As maiores surpresas vêm do reforço da nova geração: Justice Smith, Ariana Greenblatt, Dominic Sessa e Rosamund Pike, que entram com energia jovem e dinâmica.
A presença de Rosamund Pike com seu humor afiado e um timing impecável, oferece um charme sofisticado ao filme. Já Eisenberg, mesmo confortável no papel de Daniel Atlas, volta a enfrentar um roteiro repleto de explicações redundantes.
Visualmente, o filme entrega seu maior trunfo. Fleischer sabe fazer espetáculo, e a equipe de arte cria truques visualmente elaborados que funcionam como um show contínuo. Há momentos em que a mágica parece menos truque e mais simulação digital, e isso afeta o impacto narrativo.
O ponto mais comentado é o final, que traz uma reviravolta ambiciosa. O próprio Jesse Eisenberg admitiu que precisou de uma explicação do diretor para entender o desfecho. A reviravolta funciona como comentário sobre a natureza da própria franquia: todos estão sempre vendo, mas nunca vendo tudo.
Do lado crítico, o consenso é claro: Truque de Mestre 3 é um filme que não busca profundidade. É entretenimento puro — visual, acelerado, leve — e faz exatamente isso. Para alguns, isso é suficiente; para outros, a falta de ousadia narrativa ou de personagens mais substanciais impede o filme de atingir o brilho do original.
No fim, o grande truque de Now You Don’t é simples: entregar diversão para quem sempre gostou dessa mistura de mágica e golpe, mesmo que a nova geração e algumas escolhas visuais deixem a sensação de que havia espaço para muito mais. É um espetáculo agradável — mas, como muitos críticos apontaram, um que acerta mais nos efeitos do que na ilusão.
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