#ArteviewNaPoltrona: Review de Thunderbolts*

Thunderbolts* um grupo de desajustados e uma chance de redenção no MCU.

A Marvel encerra a Fase 5 com Thunderbolts, um filme que foge do padrão grandioso e colorido do estúdio para entregar uma história mais introspectiva e emocional. Estrelado por Florence PughDavid HarbourLewis Pullman, Sebastian Stan, Wyatt RusselHannah-John Kamen e Julia Louis Dreyfu.

Dirigido por Jake Schreier, o longa aposta em um grupo de anti-heróis marcados por traumas, reunidos à força por Valentina Allegra de Fontaine em uma missão suicida que exige mais força interna do que poder físico.

A trama acompanha personagens conhecidos do MCU como Yelena Belova (Florence Pugh), Bucky Barnes (Sebastian Stan), Red Guardian (David Harbour), US Agent (Wyatt Russell), Ghost (Hannah John-Kamen) e o novato Sentry (Lewis Pullman), todos lidando com o peso de suas escolhas e cicatrizes.

O tom sombrio e intimista é um dos principais diferenciais do filme, que se distancia da fórmula clássica da Marvel e se aproxima de uma narrativa mais dramática.

Florence Pugh é, sem dúvidas, o grande destaque. Sua Yelena Belova está mais complexa e vulnerável, com momentos de profundidade emocional que a colocam entre as personagens mais bem desenvolvidas do universo atual da Marvel. Lewis Pullman também surpreende ao dar vida ao Sentinela perturbado e instável, ampliando a carga dramática do enredo.

Aplaudimos a ousadia da Marvel em explorar temas como saúde mental, solidão e a busca por redenção. Com um ritmo irregular, um vilão pouco marcante e uma ação menos explosiva do que o público costuma esperar, Thunderbolts talvez não agrade aos fãs que esperam batalhas épicas ou momentos de euforia coletiva. Mas para quem busca uma nova camada no universo Marvel — mais humana, mais densa e até um pouco desconfortável — o filme é uma surpresa corajosa e necessária.