Johnny Hooker em clipe com Ney e Debora Nascimento

Johnny Hooker inicia um novo momento em sua trajetória artística com o lançamento de “Viver e Morrer de Amor na América Latina”, parceria inédita com Ney Matogrosso apresentada no último domingo (23). A faixa marca a abertura de uma fase de renascimento criativo, emocional e estético, que também dá nome ao próximo álbum do cantor, previsto para chegar nos próximos meses.

Ao completar duas décadas de carreira, Hooker revisita camadas de sua identidade musical para construir um capítulo mais amplo e ambicioso. A composição, desenvolvida ao longo de dois anos, nasceu de um processo íntimo de reconstrução e logo encontrou em Ney Matogrosso sua força natural.


“Quando percebi, estava escrevendo a música com Ney em mente. Ela tem algo de místico e profético sobre as desventuras de ser latino-americano, passional e intenso”, explica o artista.

“Não importa o quanto a gente fuja, o amor vai nos alcançar, suspender no ar e nos arremessar ao chão.”

A presença de Ney estabelece um encontro entre gerações que entendem a arte como liberdade, política e entrega. A colaboração também expande as fronteiras da sonoridade de Hooker: além da MPB contemporânea, o single abraça referências latino-americanas, elementos do brega, nuances de bolero e uma dramaticidade que sempre marcou sua obra. Hooker define a união como um momento inesquecível de sua vida. “Fiquei muito feliz quando ele aceitou gravar. Foi generoso, carinhoso… e o resultado ficou melhor que no sonho.”

A nova etapa também ganha tradução visual no videoclipe protagonizado por Débora Nascimento, cuja presença reforça o caráter simbólico dessa virada. Para a atriz, viver essa personagem — descrita como uma figura misteriosa, cigana, brasileira, carregada de Axé — foi uma experiência marcante.

“Não tinha como dizer não. O clipe é pura qualidade, e a música é maravilhosa”, afirmou.

Hooker destaca que a atriz trouxe exatamente a energia que imaginava para este início de ciclo. “Débora chegou somando tudo. Talentosa, belíssima, com uma presença que ultrapassa a imagem. Dividir essa fase com ela é uma alegria enorme.”

Com essa colaboração tripla — musical, estética e emocional — Johnny Hooker inaugura um capítulo que pretende reposicioná-lo no cenário contemporâneo e reafirma sua potência como artista que transforma sua própria história enquanto amplia as narrativas da música brasileira.