ANNÁ lança o potente EP “DEUSA Diaba”

Com uma sonoridade que pulsa resistência e visceralidade, ANNÁ lança o EP “DEUSA Diaba da Terra do Sol”, segunda parte de um projeto que ecoa coragem e espiritualidade feminina em tempos de pressa e consumismo. O trabalho, já disponível nas plataformas digitais, reúne quatro faixas — três delas autorais — que convidam à introspecção, à dança e ao enfrentamento dos silêncios impostos pelo patriarcado.

Desde pequena, ANNÁ diz ter sido “chamada pela Diaba” — e agora devolve o chamado com sua arte. Inspirada por nomes como Elis Regina, Elza Soares, Clementina de Jesus, Clara Nunes e Gilberto Gil, a artista faz da brasilidade, do samba e do rock um terreno fértil para o grito de quem ousa viver sem pressa. Em “Pra que tanta pressa?”, ela canta o desejo de desacelerar num mundo tomado pela ansiedade e pelo barulho. É um álbum que pede coragem: a de dizer “não”, de cantar o que se sente e de confrontar um sistema que valoriza a mentira e a pressa em detrimento da verdade e da arte.

A crítica social aparece de forma cortante e poética. Em “Ter, ter, ter”, ANNÁ dispara versos como “O futuro é um surto! Tem que ter, tem que parecer ser”, espelhando o vazio de uma sociedade pós-pandêmica mergulhada no consumismo e no individualismo. Sua música provoca e questiona, sem perder o gingado — cutucando as contradições do cotidiano, como quando diz: “Enquanto tem gente passando fome, eu estou colecionando capinha de iPhone.”

Para além da denúncia, há em “DEUSA Diaba da Terra do Sol” uma mensagem de sobrevivência e de autoconhecimento. ANNÁ propõe um retorno ao íntimo — aquele lugar onde podemos dançar com as portas fechadas e gritar o que o mundo tenta silenciar. É uma invocação da Diaba interior, símbolo da força que desafia padrões e afirma o direito de existir plenamente.

Como define Mileny, fundadora do Slam ABC, que assina o texto de apresentação:

“Disseram para ANNÁ que não era para estar aqui, mas ela está. Que sorte a nossa que ela decidiu ficar — e permanecer.”