Brenda Lee e o Palácio das Princesas no Teatro Vivo

A partir do dia 5 de agosto de 2025, o musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas volta ao palco do Teatro Vivo, em São Paulo, para uma temporada que promete emocionar e engajar o público com uma história real de luta, acolhimento e resistência da população transvestigênera.

Com dramaturgia e letras assinadas por Fernanda Maia, direção e figurinos de Zé Henrique de Paula, e música original e direção musical de Rafa Miranda, o espetáculo traz à tona a trajetória da ativista Brenda Lee, uma das figuras mais emblemáticas da luta contra o preconceito e a AIDS no Brasil.

Elenco e Orquestra com protagonismo trans

O musical é protagonizado por seis atrizes transvestigêneres: Verónica Valenttino, Olivia Lopes, Tyller Antunes, Andrea Rosa Sá, Elix e Leona Jhovs, além do ator cisgênero Fabio Redkowicz. A orquestra é formada por Rafa Miranda (piano), Juma Passa (contrabaixo), Rafael Lourenço (bateria) e Carlos Augusto (guitarra e violão), com preparação de atores por Inês Aranha e coreografia de Gabriel Malo.

Uma história que reverbera

Brenda Lee nasceu em 1948, em Bodocó (PE), e mudou-se para São Paulo aos 14 anos. Trabalhou como prostituta e, em meados dos anos 1980, abriu o Palácio das Princesas, uma pensão que acolhia travestis vulneráveis, especialmente aquelas infectadas pelo HIV/AIDS — época em que a doença era pouco compreendida e a população trans sofria extrema violência e abandono.

Reconhecida como o “anjo da guarda das travestis”, Brenda construiu um legado de acolhimento e luta que culminou no que hoje é considerado a primeira casa de apoio a pessoas com HIV/AIDS no Brasil, firmando convênios importantes com a Secretaria da Saúde e o Hospital Emílio Ribas.

Dramaturgia inovadora e música que emociona

O espetáculo une três planos narrativos: os números musicais homenageiam as boates paulistanas dos anos 80, que foram porto seguro para a comunidade trans; a história cronológica mostra a vida de Brenda Lee; e as entrevistas reais com a própria ativista dão voz autêntica ao musical.

As composições originais trazem elementos de brasilidade e contemporaneidade, inspiradas em artistas queer, transgêneros e não binários, combinando bases eletrônicas e melodias afetivas. O grande número final celebra a vitória das “filhas de Caetana” e o legado de Brenda Lee como protetora e pioneira.

Uma produção que representa e transforma

Segundo a dramaturga Fernanda Maia, o musical não é apenas uma homenagem, mas uma forma de trazer para o centro do palco a história da população trans, historicamente marginalizada. O projeto promove inclusão e diversidade, empregando artistas trans e contribuindo para a diminuição do preconceito social.

Teatro Vivo: Avenida Dr. Chucri Zaidan, 2460
Terças e quartas, às 20h
05 de agosto a 01 de outubro
* não haverá sessões nos dias 6, 26 e 27 de agosto
Vendas: Sympla