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Henri Castelli vive Jesus em “A Paixão de Cristo”

O ator Henri Castelli retorna aos palcos com o espetáculo “A Paixão de Cristo”, no qual interpreta Jesus e, pela primeira vez, também assina a direção da montagem ao lado de Clayson Viana. A produção é do Grupo Discovery.

As apresentações acontecem em três cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais, reunindo um elenco de 165 atores locais. A montagem ocupa um cenário de aproximadamente 522 metros quadrados, com elementos cenográficos produzidos manualmente pela equipe. Ao todo, estão previstos cerca de 30 ensaios durante o processo de preparação.

Um dos diferenciais do espetáculo é o palco itinerante. Em vez de ocorrer em um único morro ou espaço fixo, como tradicionalmente acontece nas encenações da Paixão de Cristo, a produção foi concebida em uma estrutura própria que pode circular por diferentes cidades, mantendo a mesma encenação em todo o circuito.

A estreia acontece em 28 de março, às 20h, em Lindóia. Em seguida, o espetáculo será apresentado em 29 de março, em Socorro. A última sessão está marcada para 3 de abril, em Monte Sião. Todas as apresentações são gratuitas.

Durante o processo de criação, Castelli acompanhou diferentes etapas da montagem e participou ativamente da construção das cenas, especialmente nas sequências que envolvem crianças no elenco.

“Quando fui chamado pela primeira vez, minha família toda, que é cristã, me influenciou muito. Mesmo tendo sido católico e conhecido outras religiões, eu aprendi que, na Bíblia, Deus não tem religião. Ele está acima de todas”, afirma o ator.

Castelli relembra que a primeira experiência no papel foi marcada pelo receio diante da responsabilidade do personagem.

“Na primeira vez que participei do espetáculo, estava morrendo de medo. Estava no início da minha carreira, não estava acostumado com teatro aberto. Era uma responsabilidade enorme interpretar Jesus. Mas ali entendi, como Davi enfrentando Golias, a verdadeira força que vem da fé”, disse.

Segundo o ator, a própria história familiar ajudou a enfrentar o desafio.

“Lembro que pensei em tudo que minha família falava no Natal sobre Deus e sobre Jesus. Minha avó falava muito disso. Entendi que, se eu estava ali, era porque Deus me colocou ali. Até hoje acredito nisso”, contou.

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