Elio é mais do que uma nova animação da Pixar. É um sussurro cósmico sobre solidão, pertencimento e o poder das pequenas palavras.
Elio Solis, um garoto de 11 anos, tímido e órfão, que foi morar com sua tia Olga e passa as noites tentando contatar alienígenas. Ele sonha em ser ouvido por alguém, em algum lugar. Em uma das suas mensagens ele termina a mensagem: “Tá bom, beijo, te amo.” (“Ok, bye, I love you.”)
Até que um dia, o universo responde. Elio é sequestrado para um fórum intergaláctico onde, por engano, vira o embaixador oficial da Terra. Entre criaturas surreais, planetas psicodélicos e monstros saídos de sonhos e pesadelos, ele descobre que a maior aventura não é atravessar estrelas, mas ser aceito como é.
A direção de Adrián Molina (Viva – A Vida é uma Festa) e Mary Alice Drumm combina humor, estranheza e emoção num espetáculo visual que homenageia E.T., Contatos Imediatos e ecos de Alien.
Na versão original, Yonas Kibreab empresta toda a vulnerabilidade de Elio, enquanto Zoe Saldaña é a voz de Olga Solis — a tia que tenta equilibrar o rigor de cientista com o afeto de única família viva. É uma Olga forte, mas com rachaduras de ternura.
Na dublagem brasileira, Lorenzo Tironi, de apenas 12 anos, emociona com a delicadeza e Juliana Paiva, estreando na dublagem como Tia Olga, traz um cuidado maternal que traduz na nossa língua o amor silencioso que protege Elio.
A trilha de Rob Simonsen embala tudo como um sopro: melodias que flutuam entre batidas de coração e o silêncio infinito do espaço.
Entre piadas, monstros fofos e momentos de suspense, Elio não é só um filme sobre um menino que fala com alienígenas. É sobre todos nós que, mesmo invisíveis, solitários, sonhamos em ter amigos, em ter alguém por perto.
“Elio não tenta reinventar a roda da animação. Ele só lembra a gente de que ela ainda gira — mesmo quando paramos de olhar. É um lembrete suave de que, às vezes, ser ouvido é mais importante do que entender tudo. E que um ‘Tá bom, beijo, te amo’ lançado no vazio nunca volta sem resposta.”
