A cinebiografia Better Man – A História de Robbie Williams em cartaz nos cinemas brasileiros, trazida pela Diamond Films, traz uma abordagem inusitada ao retratar o cantor britânico como um macaco, explorando sua trajetória desde o sucesso com a boyband Take That até sua consagração solo.
O filme revisita hits icônicos como Angels, Let Me Entertain You e Come Undone, que foram regravados especialmente para a produção. Além disso, traz a inédita Forbidden Road, composta a partir das reações emocionais de Williams ao assistir à obra.
Robbie Williams, um dos artistas solo britânicos mais vendidos da história, é lembrado por marcos como o show para 375 mil pessoas em Knebworth, em 2003. Better Man promete revelar suas vulnerabilidades e motivações de forma única, consolidando seu legado na música.
A cinebiografia não é um filme convencional, em vez de seguir a fórmula tradicional de ascensão e queda de um astro. A metáfora do Robbie Williams ser representado como um macaco, apesar de ousada, pode afastar parte do público. Mas o filme retrata a relação do cantor com a fama, seus traumas e inseguranças de maneira surrealista, o que, por vezes, torna a experiência mais emocional do que informativa.
Há momentos brilhantes, especialmente nas reinterpretações dos sucessos. É emocionante o momento que mostra o inicio do relacionamento com a Nicole Appleton, a cantora do grupo All Saints, durante a canção She’s The One, onde mostra que Nicole ficou grávida durante o relacionamento, mas terminou a gravidez. O longa também acerta ao recriar o icônico show de Knebworth, quando Williams cantou para mais de 375 mil pessoas, consolidando seu status de lenda da música pop.
No fim, Better Man é uma cinebiografia que divide opiniões: sua estética inovadora e seu apelo emocional podem encantar os fãs de Robbie Williams, mas sua abordagem experimental pode frustrar aqueles que buscam um retrato mais tradicional do astro britânico.
