#ArteviewNaPoltrona Review de Street Fighter (2026)
Quem cresceu jogando Street Fighter sabe que os personagens e os golpes especiais fazem parte da memória afetiva de muita gente. Agora, a franquia ganha uma nova adaptação para o cinema, reunindo Ryu, Ken e outros personagens conhecidos em uma aventura cheia de lutas, humor e exageros. E vou dizer: gostei mais do que esperava!
Street Fighter é uma farofada total, mas sabe aproveitar isso a seu favor. O filme abraça o espírito dos anos 90, sem medo de ser exagerado, e entrega justamente o que eu queria ver: personagens carismáticos, boas lutas e situações que arrancam risadas. Não é para levar tudo tão a sério, e acho que parte da diversão está justamente em entrar nessa proposta.
Ambientado em 1993, o filme acompanha Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), antigos parceiros que seguiram caminhos diferentes. Enquanto Ryu tenta lidar com o poder sombrio do Satsui no Hadou, que ameaça consumi-lo, M. Bison (David Dastmalchian) organiza um novo Torneio Mundial de Guerreiros com planos que vão muito além das lutas. Seu verdadeiro objetivo é capturar Ryu e se apoderar de sua energia, colocando os antigos amigos no centro de uma conspiração que pode mudar o destino de todos.
A dupla formada por Ryu e Ken funciona bem, e Noah Centineo acaba ganhando bastante destaque na história. Os golpes especiais também ficaram legais na tela e ajudam a trazer para o cinema aquela sensação de estar jogando. Para quem conhece os games, é divertido reconhecer os personagens e ver como esse universo foi adaptado. Até o absurdo de algumas situações combina com a proposta,
Claro que nem tudo precisa ser perfeito para funcionar. Jason Momoa como Blanka, por exemplo, aparece tão pouco que fiquei esperando mais dele. Mas, no conjunto, o filme me divertiu e conseguiu manter minha atenção. É uma aventura que não fica tentando parecer mais séria ou profunda do que precisa.
E aqui entra a comparação inevitável com Mortal Kombat: para mim, Street Fighter é mais atual e solar. Tem uma energia mais leve, abraça melhor o humor e faz da nostalgia um dos seus grandes trunfos. Saí com a sensação de que finalmente conseguiram fazer uma adaptação que entende a diversão dos jogos, algo que faltou no primeiro filme da franquia.
O final deixa aquela porta aberta para uma continuação, mas isso vai depender de alguém querer bancar a próxima rodada. Eu assistiria, com certeza! Street Fighter superou minhas expectativas e me entregou uma boa dose de nostalgia. Não é um filme perfeito, mas é muito divertido.
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