#ArteviewNaPoltrona Review de Sacrifício (2026)

Chris Evans é Mike Tyler, um ator em decadência que tenta recuperar sua imagem pública ao participar de um evento beneficente ligado à causa ambiental. Mas a noite toma um rumo completamente inesperado quando um grupo radical invade o local com uma ideia bastante peculiar: sacrificar algumas pessoas para tentar salvar o planeta de uma catástrofe.

A proposta até tem sentido. O filme tenta criticar os magnatas que exploram o planeta, a hipocrisia das celebridades e a maneira como causas importantes podem virar espetáculo. O problema é que ter algo a dizer não significa necessariamente saber contar uma boa história. E, para mim, Sacrifício erra justamente aí.

O roteiro é muito ruim e o humor simplesmente não funciona. Não ri de nada, achei tudo chato e, em vários momentos, fiquei entediado com uma história que parece acreditar muito mais na própria loucura do que na capacidade de envolver quem está assistindo. A ideia do grupo liderado por Anya Taylor-Joy é bem maluca, kkk, mas isso não seria um problema se o roteiro conseguisse transformar esse absurdo em algo interessante.

Chris Evans faz o que o papel pede. Seu personagem é um ator com a carreira praticamente acabada, desesperado por recuperar a relevância e disposto a encontrar algum sentido para a própria existência. Considerando o estado em que ele se encontra, dá para entender suas decisões no final. Anya Taylor-Joy também entra de cabeça nessa história radical, mas nem o elenco consegue salvar um roteiro que não me conquistou.

A crítica social tem força, sim. Existe uma discussão interessante sobre os poderosos, a destruição da natureza e até sobre a necessidade de acreditar em alguma coisa quando o mundo parece estar desmoronando. Só que tudo isso fica perdido em meio a uma narrativa que não prende a atenção. A sensação é de que o filme tem ideias que poderiam render uma sátira provocadora, mas não consegue desenvolvê-las de um jeito que faça a gente se importar.

No fim, Sacrifício foi uma experiência cansativa. Entendo o que o diretor Romain Gavras queria discutir, mas não basta colocar temas importantes e situações absurdas na tela para fazer um bom filme. Se o humor não funciona e a história não envolve, fica difícil comprar a proposta.

Sinceramente? Não vale a pena perder seu tempo. KKKK

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