‘PIAF – Eu não me arrependo’ chega ao Rio de Janeiro
A trajetória de Édith Piaf (1915–1963), uma das maiores vozes da música francesa e um dos grandes nomes da canção no século XX, chega aos palcos em “PIAF – Eu não me arrependo”, novo musical produzido pela Aventura. Depois de uma temporada de estreia em São Paulo, o espetáculo chega ao Rio de Janeiro para apresentações no Teatro Riachuelo, de 10 de outubro a 1º de novembro de 2026.
Com Laila Garin no papel de Piaf, a montagem reúne dramaturgia de Newton Moreno e Alessandro Toller e direção de Sergio Módena. A produção acompanha diferentes momentos da vida da cantora, desde a infância marcada pela pobreza até a consagração internacional, passando pelos amores, perdas, dificuldades pessoais e desafios de saúde que marcaram sua trajetória.
Apresentado pela Bradesco Seguros, com apoio da Atlas Schindler, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, o espetáculo conta com uma orquestra em cena, sob direção musical de Claudia Elizeu, além de 12 atores. No repertório, estão algumas das canções mais conhecidas de Piaf, como “La Vie en Rose”, “Hymne à l’Amour”, “Padam, Padam”, “Milord” e “Non, Je Ne Regrette Rien”.
Para Laila Garin, que já interpretou outra grande personalidade da música brasileira em “Elis, A Musical”, o novo trabalho marca mais uma parceria com a Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho.
A montagem parte da própria trajetória de Piaf para construir uma narrativa sobre superação, força feminina, solidariedade e as escolhas que atravessaram a vida da artista. “Contar a história de Piaf em um musical é falar sobre vencer o destino que nos é imposto, mas celebrar a força feminina, a solidariedade e a vida inspiradora de uma mulher que superou todos os desafios e que jamais se arrependeu de suas escolhas”, afirma Aniela Jordan, diretora artística da Aventura.
A trajetória de Édith Piaf
Nascida em Paris, em 19 de dezembro de 1915, Édith Piaf teve uma infância marcada pela pobreza e por diferentes ambientes, entre um bordel, uma caravana circense e um bairro de trabalhadores. Ainda jovem, começou a cantar nas ruas e, em 1935, foi descoberta por Louis Leplée, proprietário do cabaré Le Gerny’s, onde passou a se apresentar e recebeu o apelido de “La Môme Piaf”, expressão que pode ser traduzida como “pequeno pardal”.
Durante a ocupação alemã da França na Segunda Guerra Mundial, Piaf continuou se apresentando. Em 1945, escreveu “La Vie en Rose”, que se tornaria um dos maiores clássicos associados à cantora. Dois anos depois, realizou seu primeiro show nos Estados Unidos.
Em 1948, Piaf conheceu o pugilista Marcel Cerdan, com quem viveu um relacionamento. A morte do atleta em um acidente de avião, em 1949, marcou profundamente a cantora. Em sua memória, Piaf gravou “Hymne à l’Amour” e “Mon Dieu”.
Nos anos seguintes, a artista enfrentou problemas de saúde e passou por acidentes que afetaram sua condição física. Mesmo diante das dificuldades, manteve uma intensa atividade artística, incluindo apresentações no Olympia de Paris e no Carnegie Hall, em Nova York.
Em 1960, Piaf gravou “Non, Je Ne Regrette Rien”, música que se transformaria em um dos maiores símbolos de sua carreira. A cantora morreu em 10 de outubro de 1963, aos 47 anos.
Em “PIAF – Eu não me arrependo”, essa trajetória ganha uma nova dimensão no palco, unindo dramaturgia, música ao vivo e algumas das canções que ajudaram a transformar Édith Piaf em uma referência mundial da música.
“PIAF – Eu não me arrependo”
De 10 de outubro a 1 de novembro – Teatro Riachuelo (RJ)
Quintas e sextas, às 20h. Sábados, às 16h e 20h. Domingos, às 15h.
Ingressos (1º lote) de R$ 50 a R$ 300
Classificação indicativa: 12 anos.
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