Luísa Sonza lança seu terceiro disco, “Escândalo Íntimo”

Foram pesadelos que influenciaram Luísa Sonza em seu terceiro álbum “Escândalo Íntimo“, representam uma jornada ao seu subconsciente, segundo a artista.

Do total de 24 faixas do álbum, somente 18 serão lançadas em 29 de agosto, junto com visuais que compõem um curta-metragem. As músicas restantes serão gradualmente disponibilizadas.

A estreia ao vivo acontecerá no palco The Town, São Paulo, em 3 de setembro.

Após concluir a bem-sucedida era “Doce22“, Luísa Sonza iniciou um novo projeto que explora todas as fases de um relacionamento amoroso, do começo ao fim. Contudo, mesmo em um ponto alto de sua carreira, enfrentou desafios sérios em relação à sua saúde mental, incluindo pensamentos autossabotadores, crises de pânico e sonhos perturbadores. Em busca de apoio, Luísa compartilhou seus sentimentos com seu parceiro Flávio Verne, coreógrafo e Diretor Criativo.

https://www.instagram.com/p/CwjEjvyOQNT/

Quem abre Escândalo Íntimo é aquela Luísa Sonza que já conhecemos: sexy, ousada, empoderada, dona do controle. As músicas do primeiro bloco são dançantes e velozes, como Carnificina, faixa inspirada pelo hyperpop. A Dona Aranha traz a mistura do português e inglês, e brinca com o clássico infantil, enquanto fala de uma paixão descartável.

Mostrando que segue totalmente conectada com seus fãs, a faixa surgiu após os Sonzers teorizarem o motivo da nova tatuagem da cantora, uma aranha no antebraço, feita em Los Angeles.

Começamos a sacar a versatilidade musical do álbum com o suingue e balanço de Luísa Manequim, que, como o próprio título já entrega, conta com o sample de Abílio Manoel, de 1972.

A divertida Bêbada Favorita é aquele clássico: “a cachaça entra e a verdade sai”. A faixa mistura pop, sertanejo e samba, e o feat com Maiara e Maraisa é a cereja do bolo!

O segundo bloco representa o amor. Começando com Romance em Cena, um feat poderoso com a cantora mineira Marina Sena, e a já conhecida Campo de Morango.

Surreal é um R&B sensual que conta com a colaboração de Baco Exu Do Blues. Se Hotel Caro, parceria dos artistas lançada em 2022, retratava o fim de um relacionamento, Surreal exprime o amor em sua forma mais intensa.

Impossível não notar referências a artistas como Cazuza, Marina Lima, Rita Lee, e Cássia Eller, nas faixas seguintes, que são as mais românticas do disco: Iguaria e Chico – a segunda, uma alusão óbvia ao atual namorado de Luísa, Chico Veiga. Inclusive, nas redes sociais, a cantora “agradeceu” pelo namoro, já que deu luz ao bloco mais positivo e romântico do álbum – e o último a ser concluído.

O clima fofinho é logo quebrado por Sagrado Profano, um feat com KayBlack, nome em ascensão na cena do rap nacional.

A faixa dá o tom ao terceiro bloco, que retrata o momento mais pesado de uma relação. É também o bloco mais diverso do disco. Entre as faixas, está La Muerte, cantada inteiramente espanhol, com um toque de pagode baiano. O samba invade O Amor Tem Dessas (e é melhor assim), que conta com uma citação de “Você Me vira a cabeça (Me Tira do Sério)”, de Alcione. Onde é que Deu errado? é para rasgar o coração, no estilo “melhor sozinha :-)-:”.

Falando nisso, Penhasco 2 é um dos pontos altos de todo o disco. O título já evidencia que essa vai emocionar. E emociona. Não só por sua composição e intensidade musical, mas por simplesmente ser um feat com artista da Universal Music Publishing Demi Lovato, potencializando ainda mais os agudos do refrão. É a primeira vez que a artista norte-americana canta versos totalmente em português – e surpreende pelo sotaque perfeito.

Outra Vez amolece o coração ao parecer que saiu diretamente de uma novela dos anos 80. Principalmente me sinto arrasada, como já mencionado, representa uma crise de ansiedade, mas termina com Luísa superando a situação e se levantando sozinha, rumo ao último bloco.

Ana Maria é um feat gostoso com a cantora pernambucana Duda Beat, e uma homenagem a algumas alegrias do povo brasileiro: “Vanessa da Mata e Ana Maria Braga passando na TV”. Mais uma homenagem aparece em Lança Menina. Dessa vez, para a eterna Rainha do Rock, e ídolo de Luísa, Rita Lee.

Em Não Sou Demais, Luísa assume que foi ela quem cavou o seu próprio abismo, e finaliza cantando You Don’t Know Me, de Caetano Veloso, uma versão do álbum Transa, de 1972. “Você não me conhece e talvez seja melhor você não me conhecer”.

Escândalo Íntimo talvez seja o maior escândalo de Luísa Sonza.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *